1 de outubro – Dia Internacional da Pessoa Idosa
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25 Outubro, 2017
João Almeida, Pintor
1 Novembro, 2017

1 de outubro – Dia Internacional da Pessoa Idosa

A 14 de dezembro de 1999 a Assembleia Geral da ONU designou o dia 1 de outubro como o Dia Internacional da Pessoa Idosa, proclamação que se sucedia a diversas iniciativas internacionais e que tiveram como objetivo criar uma resposta às oportunidades e desafios do envelhecimento demográfico no novo século.

Em 2002 realizou-se a segunda Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, na qual foi aprovado o importante Plano de Ação Internacional de Madrid sobre o Envelhecimento, efetivando, deste modo, o compromisso para um futuro social sustentável, reafirmando o lema adotado em 1999, “uma sociedade para todas as idades”.

Ban Ki-moon, Secretário-geral das Nações Unidas, nos discursos de celebração da primeira década de trabalho desde a proclamação do 1 de outubro e do Plano de Ação Internacional de Madrid (2009 e 2011), deu novamente relevância aos Princípios das Nações Unidas para Pessoas Idosas, “construir uma sociedade inclusiva que valorize a participação, a realização pessoal, a independência, os cuidados de saúde e a dignidade para todos.” Referiu ainda a importância e urgência de políticas efetivas na medida em que o novo século nos confrontaria com outros desafios, nomeadamente a crise alimentar e produtiva, energética, climática, financeira e económica; e, não esquecendo o esforço de alguns países em desenvolvimento na “formulação de planos nacionais de ações relacionadas com o envelhecimento”, lembra a persistência da discriminação e exclusão, ainda muito enraizada nas sociedades.

É-nos sugerido, subliminar ou objetivamente, que o envelhecimento é acima de tudo um fator de crise social, quando na verdade são os índices de fecundidade e a respetiva capacidade de renovação geracional interligados a outros fatores, principalmente os que se referem à qualidade produtiva e sobre-exploração de recursos aliados ao crescimento da industria farmacêutica e o papel da engenharia genética, qualidade ambiental, epidemiologias de novas doenças relacionadas com maior exposição a fatores de desgaste psicofisiológico. Na realidade, o grupo de trabalho do Fundo de População das Nações Unidas, no relatório Envelhecimento no Século XXI: Celebração e Desafio, orienta para uma perspetiva, não de crise, mas antes de planeamento para transformar os desafios em oportunidades. Com efeito, este relatório concluiu sobre a “incrível produtividade e contribuições daqueles que têm 60 anos ou mais no papel de cuidadores, eleitores, voluntários, empreendedores ou em outras atividades.” Esta premissa inclusiva, lembrou Ban Ki-moon, é um fator de estabilidade social, uma vez que as pessoas mais velhas são “contribuintes vibrantes e essenciais para o desenvolvimento e a estabilidade da sociedade, e muito mais pode e deve ser feito para utilizar o seu potencial.”

Celebramos pois, na Misericórdia, este dia com uma voz ativa e vigilante sobre esta cultura e ideal social. Procuramos melhorar continuamente, na ótica da especialização de serviços e alcance dos mais altos padrões ao nível da saúde, tecnologia assistiva, cuidados de reabilitação e capacitação dos cuidadores e profissionais de saúde.

O trabalho desenvolvido em torno da certificação Equass Assurance, para as respostas sociais, foi buscar a literatura em torno do conceito “Qualidade de Vida”. Com efeito, permite de forma realista, através do modelo WHOQOL-BREF, individualizar a pessoa e intervir nas questões afetas à sua saúde e mobilidade, bem-estar psíquico e social, não esquecendo uma dimensão subjetiva e muitas vezes inaudível que é a expectativa pessoal – Em que é que o apoio [resposta social] poderá melhorar a sua qualidade de vida? Lembramos que as diferentes personalidades atribuem prioridades distintas aos fatores que contribuem para o próprio bem-estar e felicidade pessoal.

Expectativa de envelhecimento demográfico da população mundial*:

  • A cada segundo, 2 pessoas celebram o seu sexagésimo aniversário;
  • 1 em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos de idade ou mais, e estima-se um crescimento para 1 em cada 5 em 2050.
  • Dos atuais 15 países com mais de 10 milhões de idosos, 7 são países em desenvolvimento.
  • Apenas o Japão conta com uma população com mais de 30% de idosos; por volta de 2050 estima-se que 64 países terão este resultado.

*previsão de acordo com os dados publicados pela UNFPA e pela HelpAge International no relatório Envelhecimento no século XXI: Celebração e Desafio, 2012.