Joaquim Oliveira Lopes
Joaquim Oliveira Lopes

1863 - 1935

Joaquim de Oliveira Lopes nasceu em Avintes, na década de 1860. Inserido numa família modesta, o espírito de aventura e de desejo de ganhar a vida, levaram-no, ainda muito jovem, para as terras do Brasil.

Durante os primeiros tempos trabalhou como marçano, o que lhe valeu a aprendizagem necessária para vir a estabelecer-se como armazenista de mercearia na cidade de Porto Alegre.

Homem ousado e de grande dinamismo viu a fortuna sorrir-lhe, a premiar a grande atividade que desenvolvia e a sua inteligência e jeito para o negócio.

Ainda no Brasil casou com a sua primeira esposa, D. Francisca Bastos Lopes, com quem regressou a Portugal, à freguesia de Avintes.

Joaquim de Oliveira Lopes empreendeu em assuntos sociais de Vila Nova de Gaia, contribuindo, entre outras tarefas, para a criação e o desenvolvimento da Misericórdia, contribuindo financeiramente para esse projeto.

Na sua qualidade de Irmão mais velho, presidiu à parte inicial da Assembleia Geral de 26 de junho de 1929, em que foram admitidos muitos novos Irmãos, e eleitos os primeiros Corpos Gerentes da instituição. Joaquim de Oliveira Lopes foi um dos eleitos para o Definitório.

Até 2 de junho de 1935, data em que faleceu, o benemérito foi sempre um dos “homens da Misericórdia”, servindo-a como dirigente e deixando-lhe, em testamento de 21 de fevereiro de 1933, grande parte dos seus bens, entre os quais, dezasseis prédios no Brasil, dois prédios e terrenos anexos em Avintes, uma participação numa Sociedade Comercial e, ainda, após contemplar familiares, afilhados, gente pobre, empregados e obras de bem-fazer, assim como várias instituições de Vila Nova de Gaia, no Porto e no Brasil, doando-lhe mais uma terça parte do remanescente da herança, parte igual às que deixou à sua viúva de segundas núpcias e a um sobrinho que nomeou no seu testamento.

Joaquim Oliveira Lopes, com a sua doação, viria a contribuir substancialmente para a construção de um novo hospital da Misericórdia (foram vendidos os prédios no Brasil para esse efeito) e daria ainda à Misericórdia a possibilidade de doar, por sua vez, a casa de Avintes à Fundação Joaquim Oliveira Lopes, instituída pela sua segunda esposa, D. Cristina Gomes Lopes, com o objetivo de perpetuar o nome do grande benemérito. Esta Fundação recebia e tratava de crianças de Avintes.

No sentido de perpetuar a sua memória para conhecimento das gerações vindouras, a Misericórdia de Gaia decidiu dar o nome deste ilustre avintense ilustre a um Pavilhão polivalente, que foi construído no Complexo Social António Almeida da Costa.

O Pavilhão foi inaugurado no dia 6 de julho de 1991, ficando a ser designado por Pavilhão Joaquim Oliveira Lopes.