Salvador Ferreira Brandão
Salvador Ferreira Brandão

1858 - 1932

Salvador Ferreira Brandão era natural da freguesia do Couto de Cucujães, filho de Manuel Ferreira da Silva e de D. Margarida Rosa de Jesus, e sobrinho de António Gomes Brandão, Visconde de Carregoso.

Ainda jovem embarcou para o Brasil, como na altura acontecia com muita gente da sua região.

Ordeiro e apegado ao trabalho, acabou por se firmar na posição de comerciante, e de se transformar num homem rico.

Regressado definitivamente a Portugal, Salvador Ferreira Brandão, ainda solteiro, casa-se em 1885 com Dona Lucinda Monteiro de Castro Portugal, ele com 27 anos e ela com 17.

O casal viveu na Quinta da Chamorra, tendo Dona Lucinda falecido em 1921.

Salvador Ferreira Brandão nunca superou a morte da esposa. Viveu durante onze anos a tristeza da sua viuvez, procurando confortar-se com a sua fé em Deus, com a prática de bem-fazer e com a estima que todos lhe manifestavam. Faleceu a 18 de abril de 1932.

Viúvo e sem filhos ou outros familiares, o benemérito deixou, em testamento, vários legados, deixando à disposição da Misericórdia de Gaia o remanescente da herança (prédios, terrenos, alfaias, mobiliários, roupas, louças, etc.), sob a condição de que na Quinta da Chamorra fosse criado um Asilo para velhos, doentes ou inválidos, a que fosse dado o nome de Asilo Salvador Brandão.

No jardim, à entrada do, agora, Equipamento Social Salvador Brandão, e para perpetuar a memória do benemérito casal, a Misericórdia mandou erigir um monumento evocativo com os bustos de Dona Lucinda Monteiro de Castro Portugal e de Salvador Ferreira Brandão para, desse modo, recordar às gerações vindouras a Obra exemplar em favor dos mais desfavorecidos, que ambos tornaram possível com o seu elevado altruísmo.